Pesquisa da Abrasorvete prevê diversificação de produtos, crescimento anual e novos investimentos na categoria

indústria de sorvetes cresceu 22,4% em volume no segundo semestre de 2023, indica estudo da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis ( Abrasorvete ). Em uma nova pesquisa nacional com empresários do setor, a associação traça um panorama positivo para este ano, com diversificação de produtos, crescimento anual e novos investimentos na categoria.O destaque fica para os investimentos em marketing, logística e melhorias na operação.
“A expectativa para o setor em 2024 é de crescer 5% e acreditamos que os investimentos da indústria neste segmento, já que restrita aos respondentes da pesquisa é de R$ 230 milhões, avaliando todo o setor, esse número pode passar de R$ 1 bilhão”, diz Martin Eckhardt, presidente da Abrasorvete.
O estudo “O sorvete quer falar: Panorama da indústria do Sorvete” entrevistou mais de 177 empreendedores do setor entre janeiro e março de 2024, traçando um retrato detalhado da indústria sorveteira nacional.

A pesquisa contou com a participação majoritária de empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Ceará e Bahia, abrangendo microempresas (46%), empresas de pequeno porte (25%), empresas de médio porte (3,3%) e grandes empresas (8%).

Crescimento do açaí

Enquanto os sorvetes em massa e o açaí continuam dominando as vendas, especialmente nos estados de São Paulo (26,5%) e Rio Grande do Sul (15,8%), onde se destacam as inaugurações de indústrias do setor, a necessidade de diversificação se torna cada vez mais evidente.O açaí emergiu como uma escolha popular em todo o país, representando 55% das vendas e da oferta desse alimento

“Embora cerca de 85% das empresas estejam focadas na comercialização de sorvetes em massa, elas estão atentas às oportunidades além desse nicho específico”, diz Daniel Corigliano, gerente de negócios da Fispal Sorvetes.

Investimentos futuros e desafios

O crescimento do volume de vendas no último semestre encorajou os empresários a planejar investimentos para os próximos anos, com foco em melhorias na eficiência da produção e fortalecimento das estratégias de marketing. Além disso, 46% dos entrevistados demonstraram otimismo para expandir para novos mercados.

  • A pesquisa ressalta que a indústria tem planos de priorizar investimentos em marketing e aumento da eficiência produtiva, com mais de 50% dos entrevistados indicando como uma prioridade.
  • A inovação também é vista como um foco importante, sendo destacada por 49,1% dos participantes.
  • Investimentos em logística e sustentabilidade também foram mencionados, com 39,9% e 24,3% dos respondentes, respectivamente, indicando essas áreas como prioridades para futuros investimentos.

Esses investimentos visam enfrentar desafios bem conhecidos pela indústria de sorvetes, como a sazonalidade, identificada por 56,7% dos respondentes como o maior desafio atual.

Para Corigliano, o mercado de sorvetes brasileiro é um dos mais evoluídos da América Latina, mas ainda precisa de modernização. “Nosso mercado de sorvetes é 95% de empreendedores que ainda são novos no setor. Essas expectativas positivas trazem uma importante abertura para a modernização destes pequenos negócios”.

Além disso, questões comologística, regulamentações e processos sazonaistambém aparecem como pontos que podem impactar as operações e estratégias das empresas do setor.

 

Novos produtos

Empresários da indústria de sorvetes planejam intensificar suas estratégias de marketing para aumentar a visibilidade da marca, aprimorar a produção e promover a inovação dentro do setor.

Empresários da indústria de sorvetes planejam intensificar suas estratégias de marketing para aumentar a visibilidade da marca, aprimorar a produção e promover a inovação dentro do setor.

Além disso, a indústria está focada em explorar novos nicho de mercado. O segmento vegano, vegetariano e zero lactose despontam como áreas-chave de desenvolvimento, conforme destacado por 29% dos entrevistados.

Além disso, outros mercados em ascensão foram mencionados, abrangendo desde o setor fitness (13%) e produtos funcionais (10%), até produtos voltados para o público infantil (8%) e mercado Pet (4%).

 

Escrito por:

Isabela Rovaroto – Repóter de Negócios

Para a EXAME.